Repelentes para Mosquito

Uma das preocupações maiores quando o assunto é mosquito,  além a coceira e manchinha que podem gerar, é a temida DENGUE!!! A melhor forma de evitar tudo isso é uso de repelentes e barreiras físicas.

Outro post sobre o assunto, dando dicas de qual escolher.

mosquito dengue- Como repelir

mosquito dengue- Como repelir

TIPOS DE REPELENTES

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

  • ICARIDINA (KB3023) Derivado da pimenta: uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos de idade em concentração de 25% cujo período de proteção chega a 8 a 10 horas.
  • DEET: Em concentração de até 10% pode ser utilizado em maiores de 2 anos, sendo que não deve ser aplicado mais que 3 vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.
  • IR 3535 30%: biopesticida sintético, usado há mais de 20 anos na Europa, permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses, e também pode ser usado em gestante. Seu período de proteção conferido é de 4h.
  • ÓLEOS NATURAIS: os óleos são os mais antigos repelentes conhecidos e diversas plantas já foram utilizadas com tal propósito. Baseiam-se em essências de ervas, frutas cítricas, citronela, coco, soja, eucalipto, cedro, gerânio, hortelã e melissa, entre outros, e têm sido usados por séculos, com eficácia razoável. Em geral, são altamente voláteis e, portanto, com efeito de curta duração(7).
    Em concentração de 2%, o óleo de soja (Glycine Max), sim, aquele óleo de cozinha!!)pode ser usado, ainda possui um efeito mecânico adicional de repelência. O óleo mineral também teria esse efeito de barreira, e com melhor absorção cutânea, e melhor odor que o óleo de soja. O óleo de citronela (Cymbopogon nardus), por ser extremamente volátil, confere proteção curta e variável de menos de 20 minutos a até duas horas, em concentrações de 5 a 100%. Recomenda-se a sua reaplicação a cada hora de exposição, sendo esse é o problema dos óleos naturais.

Em geral, o uso de repelentes deve ser  evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.  Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada  nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde os bebês se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Existem  pessoas que atraem mais os mosquitos, isso se deve a predisposição individual de acordo com substâncias exaladas pela pele (ácido lático, suor, CO2).

Outros fatores de risco são:

#presença de irritação na pele (eczema)

#sexo masculino (apesar de que os que tem mtos pelos acabam de alguma forma protegidos)

#idade adulta

#ingestão de álcool

#umidade

#odor (evitar perfumes)

#clima quente e úmido

#fragrâncias florais

Abaixo as substâncias, com seus nomes comerciais e indicações de um ótimo artigo científico citado abaixo:

repelentes -marcas boas

repelentes -marcas boas

Mais dicas: http://muraldapele.com.br/dicas-sobre-repelentes-mosquito/

 

Fontes principais:

STEFANI, Germana Pimentel et al. Repelentes de insetos: recomendações para uso em crianças. Rev. paul. pediatr. [online]. 2009, vol.27, n.1 [cited  2015-04-06], pp. 81-89

Sociedade Brasileira de Dermatologia (www.sbd.org.br)

 

Autor: Dra. Violeta Tortelly

Formação Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)***** Residência em Dermatologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)*****Mestranda na Universidade do Estado do Rio de Janeiro(UERJ)*****Professora no ambulatório de Alopecias na pós graduação de dermatologia do Hospital Naval Marcilio Dias*****Membro da equipe de parecer de dermatologia nos Hospitais Niterói D`or, Hospital Icaraí e Complexo Hospitalar de Niterói*****Preceptora/professora de Dermatologia no ambulatório do Hospital Universitário Pedro Ernesto de 2014-2016*****Fellow em Barcelona no Hospital Sant Creu e Sant Pau- 2013*****Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia Fluminense(SBD FL) gestão 2015-2016*****Título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e AMB***** Título de especialista em Hanseníase pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) e AMB***** http://lattes.cnpq.br/6342177221536986